20.000 Léguas Submarinas (Resenha)

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Jules Verne (ou, em português mesmo, Júlio Verne) é um dos meus autores prediletos, desde criança. Sempre achei impossível não se encantar por suas obras, cheias de criatividade e teorias nem tão absurdas, que fizeram dele o pai da ficção científica.

O livro 20.000 Léguas Submarinas, publicado originalmente em 1870, conta a história do professor Aronnax, um naturalista francês, seu criado Conseil (traduzido, em algumas edições, como Conselho) e o arpoador Ned Land. Os três fazem parte de uma expedição que busca um terrível monstro marinho, uma ameaça à todas as embarcações. Depois de serem lançados ao mar e ver o navio destruído, os três encontram algo que está longe de ser uma criatura mágica ou mitológica: o monstro, na verdade, é o Nautilus, um submarino movido a eletricidade, sem qualquer contato com os continentes, que tem como engenheiro e mestre o misterioso Capitão Nemo.

– O senhor ama o mar, capitão.

– Sim, amo-o! O mar é tudo! Cobre sete décimos do globo terrestre. Seu bafejo é puro e saudável. É o imenso deserto onde o homem nunca está só, pois sente a vida efervescer ao seu lado. […] Foi pelo mar que o globo começou, e quem sabe não terminará! Aqui reina a suprema tranquilidade.

Aronnax, Conseil e Ned Land são resgatados por Nemo e autorizados a permanecer em sua embarcação. Eles podem andar livremente, ter tudo que lhes for necessário, mas sob a seguinte condição: não pode haver nenhum contato com a vida terrestre. Ao lado da tripulação e do Capitão, os três passam a ser prisioneiros em sua própria aventura e mergulham, desculpem o trocadilho, em uma jornada subaquática, desbravando oceanos enquanto aprendem sobre si mesmos, sobre o enigmático capitão e passam a rever seus conceitos de amizade e convivência.

A leitura flui, apesar das características do dialeto da época em algumas edições. O autor consegue conquistar pelos detalhes e uso, muito bem feito, de elementos surpresa e questionamentos a respeito do que pode acontecer a seguir. É uma obra encantadora e divertida, tanto que tem traduções para diversos idiomas, além de muitas reedições. E, a cada uma delas, surge uma capa apaixonante ou um material de apoio riquíssimo, composto por imagens, croquis e anotações.

Com personagens adoráveis, explicações científicas extremamente didáticas e uma maneira singular de enxergar a ficção, Verne se transformou em um autor atemporal. Não é à toa que me inspirou quando criança, continua a inspirar hoje em dia e, com toda a certeza, vai ser lembrado por muitas outras gerações de aventureiros.



9.5 Incrível.

Sou suspeita para falar de Verne. Adoro seus livros e, nessa obra em especial, tenho a impressão de que a leitura, fazendo menção ao tema da obra, navega. Uma viagem náutica pelos oceanos - e pela imaginação do autor.

  • Enredo 10
  • Explicações, dados, informações 9
  • Narrativa/Escrita 9
  • Personagens 10
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About Author

Patricia Hoça

Publicitária, escritora e viciada em idiomas, viaja entre os livros enquanto não pode dar a sua própria volta ao mundo.