A Animação de Hayao Miyazaki

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Quem pensa que as melhores animações já feitas estão nas mãos da Disney/Pixar, ainda não teve a oportunidade de conhecer o maravilhoso mundo trabalho de Hayao Miyazaki. Suas animações são simples e bem desenhadas, mas sem nenhum 3D, apenas animações japonesas normais, porém, possuem personagens femininas fortes e independentes, temas como a relação ser humano-natureza e tudo feito como se fosse algo infantil, mas cheio de metáforas e ambiguidades por trás.

Miyazaki começou sua carreira em um cargo baixo da animação, em um estúdio chamado Toei Animation. Mas logo ganhou respeito e amizade de diretores e produtores de lá. Com essas alianças, saiu do estúdio e começou a viajar pelo mundo atrás de inspirações para seus próximos projetos. Seu primeiro grande projeto foi um mangá de sua autoria chamado Nausicaä of the Valley of the Wind, em que ele foi pioneiro na animação ao falar sobre a destruição da natureza e não usar de maniqueísmos como bem/mal, e lhe rendeu um grande sucesso, fazendo com que ele produzisse a versão anime dos quadrinhos. Todos os personagens são muito bem criados e desenvolvidos, e ainda bem desenhados. Todos – qualquer criatura – devem possuir uma motivação na história.

Essa versão fez mais sucesso ainda e possibilitou Miyazaki a fundar seu próprio estúdio de animação, o Studio Ghibli e produzir um maravilhoso longa chamado Laputa: Castle in the Sky que imprimiu as características que Miyazaki e seus parceiros queriam que seu estúdio tivesse.

Mais tarde vieram os sucessos internacionalmente conhecidos como, Meu Amigo Totoro, em que Miyazaki usou suas lembranças da infância para produzir as paisagens, que foram aos poucos consumidas pelo crescimento de Tóquio. A Viagem de Chihiro, ganhador do Oscar de melhor animação daquele ano e o único para um produção de língua não-inglesa. E Ponyo, a releitura da Pequena Sereia da Disney, ou melhor dizendo a história de Hans Christian Andersen que deu origem a ela.

O Studio Ghibli e Miyazaki nunca abriram mão da animação tradicional, utilizando muito pouco dos computadores e mesmo assim criando cenários catárticos, em que poderíamos estar viajando pela nossa imaginação infantil.

Infelizmente Miyazaki se aposentou e o Studio Ghibli se encontra em uma reestruturação. Há boatos de que Miyazaki estaria treinando jovens animadores para darem continuidade ao seu legado, esperamos ansiosamente que suas mãos mágicas consigam tocar essas pessoas para que possamos ver animações como as feitas por ele por muitos anos ainda.

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Sobre o Autor

Patrícia Jaculli

Patrícia Jaculli, futura cineasta formada, ama animações, sagas, cinema europeu e luta pela defesa dos pandas gigantes. A ruivice não nega, é uma Weasley. Quer levar mensagens positivas e inspiradoras através do audiovisual.