História da Noite – 1979 (Resenha)

0
» Assine nosso canal do Youtube e aprenda mais sobre cinema. 🎬 «

Sabe aquele filme que você nunca escolheria para assistir? História da Noite pode ser um deles. O filme (documentário, melhor dizendo) dirigido pelo suíço Clemens Klopfenstein é uma verdadeira obra de festival, daquelas que só encontramos lá. Mas a experiência acaba valendo à pena e trazendo algumas reflexões.

Por ser um filme experimental, ele não pretende agradar ninguém com belos diálogos (aliás, não possui diálogo algum), muito menos com um roteiro elaborado ou imagens surpreendentes. A premissa é simples: uma câmera que grava por apenas 20 segundos filmando ruas aleatórias de cidades aleatórias por toda a Europa, e é isso.

São 64 minutos de imagens das noites européias, vezes calmas e silenciosas, vezes agitadas e barulhentas. E por mais simples que possa parecer, ou então sem sentido, acaba nos proporcionando reflexões acerca da nossa própria vida. Não há personagens para nos identificarmos, mas existe a própria existência de cada um, em cada canto de cada cidade.

Enquanto 90% das pessoas está em casa dormindo, as outras 10% está perambulando pelas ruas, algumas trabalhando, algumas festando e outras perdidas, sem rumo. Chega a ser desconcertante e faz o espectador se sentir muito pequeno em relação ao mundo.

Não há muito o que falar sobre este documentário, apenas sentir e refletir. Como todo filme, a sensação será diferente para cada um, e esse é o mais bacana, enquanto alguns saem da sala de cinema antes mesmo da metade do filme, outros ficam até o final e saem debatendo. Isso é cinema, isso é arte (por mais sem sentido que possa parecer).

Filme assistido no 6º Olhar de Cinema de Curitiba, junho de 2017.

Se inscreva no nosso canal, clique aqui.

7.4 Diferente

Por se tratar de um filme experimental, a obra de 1963 não pretende agradar ninguém, mas sim provocar sensações e reflexões. Não é algo para assistir naturalmente, mas vale a experiência.

  • IMDb 7.4
Compartilhe.

Sobre o Autor

Lucas Pilatti Miranda

Fundador e editor-chefe do Canto dos Clássicos, fascinado por música, cinema e uma boa cerveja. Frase preferida do cinema: "A vida passa rápido demais, se você não parar e olhar para ela de vez em quando, pode acabar perdendo." - Ferris Bueller's Day Off.