10 grandes histórias de Edgar Allan Poe que você precisa ler

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Edgar Allan Poe é uma das figuras mais importantes do terror, do mistério e da fantasia na literatura. Além disso, foi um dos primeiros escritores americanos a tentar ganhar a vida somente com a escrita, resultando assim, em uma vida financeira muito complicada.

Poe morreu jovem, no ano de 1849, quando tinha apenas 40 anos. Mas deixou um legado incrível para a cultura. Aqui estão algumas de suas obras mais prestigiadas e memoráveis. Se você acha que faltou alguma, não esqueça de comentar abaixo. Boa leitura.

Morella (1835)

edgar allan poe_0000_1Um narrador sem nome se casa com Morella, uma mulher com grande conhecimento acadêmico que investiga estudos dos filósofos alemães Fichte e Schelling, que lidam com a questão da identidade. Morella gasta seu tempo na cama lendo e ensinando seu marido. Percebendo sua deterioração física, seu marido, o narrador, fica com medo e deseja para a morte de sua esposa a paz eterna. Eventualmente, Morella morre no parto proclamando:

– Estou morrendo, e contudo viverei.
– Morella!
– Os dias em que pudeste me amar, estes não houve — mas aquela que em vida detestou, na morte adorarás.
– Morella!
– Repito que estou morrendo. Mas dentro de mim há um penhor da afeição

William Wilson (1839)

edgar allan poe_0001_2“William Wilson” é uma historieta de Edgar Allan Poe que contém o cenário baseado na época em que Poe crescia fora de Londres. O conto segue o tema do doppelgänger e é escrito num estilo baseado na racionalidade. Foi publicado pela primeira vez em 1839, e depois apareceu em 1840 na coleção Histórias Extraordinárias, e foi adaptado diversas vezes. Esse é um conto profundamente psicológico, que sonda os limites da alma perdida do Homem. Entramos a convite de Poe dentro da alma corrompida de um homem doente,e compartilhamos com ele de sua decadência e maldade.

The Fall of the House of Usher “A Queda da Casa de Usher” (1839)

edgar allan poe_0002_3A mansão gótica está em ruínas e aos poucos afunda no pântano sob ela. Seus moradores estão doentes e deslizando para o mundo da loucura. E se você ouvir com atenção, poderá escutar o som da hera subindo pelas paredes, o vento sussurrando seu nome e as árvores estalando quando esticam seus galhos para recebê-lo. Por favor, tente aproveitar sua estada…

The Murders in the Rue Morgue “Os Assassinatos da Rua Morgue” (1841)

edgar allan poe_0003_4Conta a história de dois brutais assassinatos de mulheres na Rua Morgue, em Paris, casos que parecem insolúveis até que o detetive C. Auguste Dupin assume o caso e, usando sua estupenda inteligência, desvenda esse grande mistério. O detetive Dupin é considerado o precursor de Sherlock Holmes. Os métodos de investigação são semelhantes ao do detetive inglês e, as histórias policiais em que aparece, encontram-se no período da gênese da literatura policial internacional.

The Masque of the Red Death “A Máscara da Morte Rubra” (1842)

edgar allan poe_0004_5Enquanto a Morte Rubra dizima o povo, o Príncipe encastela-se em uma de suas propriedades, inviolável construção, onde a peste jamais poderia adentrar. Blindando sua fortaleza das emanações da terrível epidemia, promove festas, bailes e todo o tipo de diversão. E lá permaneceria enquanto o mundo não anunciasse o fim do perigo. Num desses bailes, no entanto, uma presença chama a atenção de todos aqueles que se julgam invulneráveis.

The Pit and the Pendulum “O Poço e o Pêndulo” (1842)

edgar allan poe_0005_6O Poço e o Pêndulo passa-se na Espanha no contexto da Inquisição. Conta a história de um homem julgado e condenado por inquisidores e que, após sentenciado, é atirado em um calabouço. Ali ele vem a sofrer imensa tortura tanto física quanto emocional e psicológica. O narrador é colocado em uma sala escura com paredes de metal e uma armadilha (o Poço) que jaz em seu centro. Ele anda cuidadosamente pela sala, medindo-a e escapa por centímetros de uma morte dolorosa quando percebe o fundo buraco no chão. Cansado, dorme e quando acorda recebe comida e água, na qual estava contida alguma coisa que o fez cair no mais profundo sono.

Tell Tale Heart “O Coração Revelador” (1843)

edgar allan poe_0006_7O conto trata de um narrador anônimo que mata o velho com quem vive por não aguentar ver o olho cego que o mesmo tinha. Após jogar a cama em que o velho dormia em cima dele e matá-lo, o narrador desmembra e “enterra” o corpo debaixo do assoalho.

The Black Cat “O Gato Preto” (1843)

edgar allan poe_0007_8Poe, conta a história de um homem que, movido pelo abuso de álcool e transtornado pelo amor incondicional que um bicho pode dedicar a seu dono, acaba por enforcar seu próprio gato de estimação. Perseguido pelo fantasma do gato, ele adota outro animal, que, com o passar do tempo, além de despertar a mesma aversão em seu dono, revela, em sua pelagem, a marca da forca.

The Raven “O Corvo” (1845)

edgar allan poe_0008_9Neste poema, que apresenta uma temática típica do romantismo (ou, mais especificamente, do Ultrarromantismo), a figura do misterioso corvo que pousa sobre o busto de Pallas (ou Atena, na maioria das traduções feitas para o português como a de Fernando Pessoa) representa a inexorabilidade da morte e seu impacto sobre o personagem, o qual, no seu papel de arquétipo correspondente às tendências da geração literária de Poe, lamenta e sofre profundamente com a perda de sua amada Leonora (Lenore, no original). No final do poema, o corvo, que representa, como dito acima, a inexorabilidade da morte, repousa sobre o busto de Pallas simbolizando o pesar eterno que se abateu sobre a alma do protagonista.

The Cask of Amontillado “O Barril de Amontillado” (1846)

edgar allan poe_0009_10O conto traz a percepção de que o protagonista se vingará de um desafeto; no meio, há indícios de como será a vingança; no fim, o protagonista exerce sua vingança lentamente. É importante notar as várias simbologias nesse texto, como: a roupa de palhaço de Fotunato, a pá de pedreiro do Motreisor e tambem a camisinha usada por eles após o ato sexual nas catacumbas de montresor que queria apenas um romance com um bom vinho.

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About Author

Lucas Pilatti Miranda

Fundador e editor-chefe do Canto dos Clássicos, fascinado por música, cinema e uma boa cerveja. Frase preferida do cinema: "A vida passa rápido demais, se você não parar e olhar para ela de vez em quando, pode acabar perdendo." - Ferris Bueller's Day Off.

3 Comentários

  1. Avatar

    a lista começou boa com Morella,William Wilson ,A queda da casa usher e assassinatos na rua morgue ,mas depois ficou fraquinha ,mesmo assim é uma das melhores listas que já vi …só não poderia faltar A Carta Roubada , O Mistério de Marie Rogêt,O Escaravelho de Ouro e ligéia .

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