Coringa – Brian Azzarello (Resenha)

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Essa é uma HQ sobre o Coringa que (por falta de ideais, talvez) se chama  – sim! – “Coringa”. Nosso amado vilão é visto sempre em quadrinhos do Batman ou de outros personagens, mas foram poucas as histórias com o Coringa como estrela principal.

O quadrinho que leva o nome do Palhaço do Crime foi escrito por Brian Azzarello (mais conhecido por seu trabalho em “100 balas”). Com a arte de Lee Bermejo (capista e desenhista de Hellblazer e Lex Luthor), a história se passa fora da cronologia da editora.

O personagem já fora representado pelos traços de vários artistas, mas nunca fora visto com o sobretudo e seu sorriso/cicatriz tão famoso. E aqui surge o primeiro motivo pelo qual você tem que ler: um dos pontos mais marcantes da HQ é a influência que a arte de Bermejo teve sobre o visual do Coringa interpretado por Heath Ledger em Batman: The Dark Knight. O filme foi lançado em julho de 2008, enquanto a HQ começou a ser publicada apenas em outubro do mesmo ano, mas a produção começou em 2006, quando parte da arte do quadrinho já havia sido publicada no site batman.com e acabou sendo usada como referência.

A HISTÓRIA

Ninguém sabe como, mas o Coringa conseguiu convencer os médicos do Asilo Arkham que não era louco e, assim, conseguiu ser liberado. A história começa com um dilema entre os capangas do vilão sobre quem deve buscá-lo, e nenhum quer aceitar o trabalho até Jonny Frost se candidatar.

Frost é mais um desses capangas que vemos em segundo plano e nunca damos a devida importância. É o cara que aparece logo atrás do vilão em uma negociação, que saca sua arma de vez em quando para impor respeito ou se mostrar ativo contra um herói, mas sempre apanha e acaba sendo preso. Geralmente, esse tipo de capanga não passa de meros rabiscos para encher as páginas do quadrinho, mas dessa vez ele vai ter grande importância na narrativa.

Jonny resolve buscar o Coringa porque está cansado de ser um bandido sem importância: foi preso 5 vezes, sua esposa pediu divórcio, sente a necessidade de ser alguém importante na vida, quer ser lembrado e vê esse trabalho como uma possibilidade de melhorar seu status. Logo de cara, o Palhaço gosta de Frost e faz dele seu chofer.

Depois de ganhar a liberdade, Coringa começa a “arrumar a casa”. Ele vai até Crocodilo e, aos poucos, os dois começam a retomar todo o império do sub-mundo de Gotham, confrontando Pinguim e Duas-Caras, que se tornou o maior mafioso da cidade.

A história é narrada sob dois ângulos, o de Jonny Frost e o do Coringa, e com eles acompanhamos o cotidiano do Palhaço de Gotham, sua relação com outros vilões e seus capangas, como faz o seu “trabalho” e, principalmente, toda a sua loucura. Está é a HQ que você sempre quis ler (eu quis, pelo menos): sempre vemos o Batman lutando contra os vilões, mas não sabemos de onde seus capangas vêm ou como conseguem todos os recursos para seus planos malucos. Nesse quadrinho, descobrimos como é a vida de um capanga e de um grande vilão (e acredite: nem tudo se resume a planos malucos para matar o Morcegão).

A edição da Panini foi republicada há pouco tempo e possui capa dura, 132 páginas, está disponível em lojas voltadas ao universo dos quadrinhos, tanto físicas quanto virtuais. Se você é um grande fã do Coringa, a Panini também lançou um Box de Edição Especial Limitada, que traz a HQ Coringa e a famosa história Batman – A Piada Mortal, escrita por Alan Moore. Se você ficou interessado, esse Box também é fácil de ser encontrado na internet e em lojas especializadas.

7.8 Sorria!

Se você sempre quis saber o que o Coringa faz enquanto não está lutando contra o Batman, essa é a HQ certa, narrada pelo Coringa e por Jonny Frost, um de seus capangas. É escrita por Brian Azzarello e com os magníficos desenhos de Lee Bermejo.

  • Arte 9
  • Enredo 7
  • Feeling 7
  • Personagens 8
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About Author

Vitor Manzochi

Entrou na vida de leitura há pouco tempo, mas hoje sua dieta cultural é baseada em quadrinhos, tirinhas, livros, séries, filmes e games. Nas horas vagas, tenta ser um cozinheiro.

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