A Evolução do Cinema

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O cinema, com seus mais de 115 anos, evoluiu, e muito! Seja terror, comédia, drama ou ação, essa arte cresceu e modificou, mas nunca deixou de encantar seus espectadores, seja em 1957 com 12 Homens e uma Sentença ou recentemente com Gravidade (2013).

O cinema é a arte que mais rapidamente se espalhou, e foi de um modo tão universal que é difícil de acreditar.

Não se sabe exatamente qual foi o exato momento de sua criação, mas o mais aceitável por diversos estudiosos foi em 1895, quando os irmãos Louis e Auguste Lumière projetaram “A saída dos operários da fábrica Lumière” para os integrantes da Société d’Encouragement pour L’Industrie Nationale, em 22 de março, e, em 10 de junho, fizeram uma demonstração particular de seus filmes no Congresso Fotográfico, em Lyon.

Em dezembro do mesmo ano, ocorreu no Hotel Scribe, em Paris, a primeira exibição de filmes de todos os tempos para um público pagante.

Em apenas 20 anos após esses acontecimentos (um segundo na história da literatura ou da arte), os filmes passaram a ser assistidos por diversos países. A popularidade era tão alta que Charles Chaplin se encorajou e postou-se diante de uma câmera pela primeira vez em janeiro de 1914. No final desse ano, já havia se tornado a pessoa mais reconhecida em todo o mundo.

Uma pergunta pode ter se formado na cabeça de vocês: como pode ter se alastrado tão facil e rapidamente?

Um dos principais aspectos que culminaram nisso foi a grande limitação até então que o cinema tinha: o silêncio. Filmes mudos eram – e são – facilmente adaptáveis e de custo baixo. Requeria alguns intertítulos traduzidos e pronto.

Os japoneses empregavam leitores oficiais que ficaram conhecidos como benshi, cuja função era ficar de pé ao lado da tela e contar a trama para quem assistia as progeções.

Outro percursor das telonas, foi Georges Méliès, ex-ilusionista que após as projeções dos irmãos Lumière criou filmes fantásticos que são estudados e discutidos até os dias de hoje. O destaque vai para “Le Voyage Dans La Lune” (Viagem à Lua) de 1902. É o predecessor de Flash Gordon, Destino à Lua, 2001: Uma Odisséia no Espaço e também Guerra nas Estrelas. Foi baseado em dois romances populares de seu tempo: Da Terra à Lua, de Julio Verne, e Os Primeiros Homens na Lua, de H. G. Wells. Tem apenas cerca de 15 minutos e vale muito a pena ser visto.

Outro pioneiro da sétima arte que vale ser lembrado é “The Great Train Robbery” (O Grande Roubo do Trem) de 1903 dirigido por Edwin S. Porter. Esse faroeste marcou o início do cinema moderno, movimentos de câmera, montagem paralela e tomadas em locução são características desse filme que mais tarde foram aperfeiçoadas por Chaplin. Vale a pena conferir.

Viajando agora para a década de 20, onde, lá em 1927, foi produzido “O Cantor De Jazz”, primeiro filme falado da história do cinema. O filme foi produzido pela Warner Bros, com o sistema sonoro Vitaphone. Al Jolson, famoso cantor de jazz da época, canta várias canções no filme. A história se baseia numa grande peça da Broadway de 1925.

Vamos pular agora para a década de 30, mais exatamente em 1935, com “Becky Sharp”, ou se preferir, “Vaidade e Beleza” que é um filme estadunidense, do gênero drama, dirigido por Rouben Mamoulian e estrelado por Miriam Hopkins e Frances Dee. Este foi o filme mais aguardado do ano por toda Hollywood, pois foi o primeiro longa-metragem totalmente em Technicolor de três cores (RGB).

A partir de 1950, com o crescimento da televisão, os estúdios começaram a investir em diversas tecnologias, um exemplo disso é o CinemaScope que foi uma tecnologia de filmagem e projeção que utilizava lentes anamórficas criada pelo presidente da Twentieth Century Fox em 1953. Foi utilizada entre 1953 e 1967 para a gravação de filmes widescreen.

Outra grande inovação foi o 3D, que teve sua primeira passagem pelas telas lá em 1915, mas sua era de ouro foi nos anos 50 também, que foi destaque nos filmes americanos. Em 1952 foi lançado o primeiro com cor estereoscópica: Bwana Devil. Confira outros filmes em 3D da época:

A partir daí, as tecnologias foram evoluindo cada vez mais, até a chegada do computador, e em 1995, foi criado o primeiro filme feito totalmente nesse tipo de máquina: Toy Story que, com certeza, acompanhou a vida de muita gente.

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About Author

Lucas Pilatti Miranda

Fundador e editor-chefe do Canto dos Clássicos, fascinado por música, cinema e uma boa cerveja. Frase preferida do cinema: "A vida passa rápido demais, se você não parar e olhar para ela de vez em quando, pode acabar perdendo." - Ferris Bueller's Day Off.

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