O cinema de Stanley Kubrick

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Stanley Kubrick, de personalidade forte e um confiante estilo de direção foi tão impressionante e funcional, ele cuidadosamente conseguiu transcender as limitações do sistema de estúdio e entregar suas propostas cinematográficas do jeito que ele queria que elas ficassem.

Ao longo de sua carreira, ele teve alguns contratempos, sendo o mais famoso a cinebiográfia não realizada de Napoleão Bonaparte, mas sempre teve sucesso em deixar sua marca em todos os filmes que fez com quantidades generosas de liberdade artística.

Talvez o que há de mais interessante na carreira de Kubrick é que ele sempre foi capaz de equilibrar os temas e os métodos de filmagem com uma busca incomparável pela originalidade: não há dois filmes de Kubrick que são remotamente similares em suas primeiras camadas, e ainda toda a consistência de seus filmes é indiscutível, essencialmente Kubrickiana.

Não é uma surpresa que um diretor que presta tanta atenção aos detalhes tenha sido um diretor de temas recorrentes, assinaturas estilísticas e técnicas de filmagem. Deixando seus dois primeiros filmes de lado, vamos começar com ‘The Killing’, seu primeiro filme maduro, e terminar com ‘Eyes Wide Shut’, seu marco final na história, a desembrulhar algumas das recorrências e repetições de Kubrick que fizeram dele uma figura tão importante no século 20.

1. The Killing (1956): O mal funcionamento do cérebro

the killing

O impulsivo, falho, instinto humano da natureza, muitas vezes representado por uma série de eventos que reconstroem dramaticamente a vida do personagem principal e seu senso de integridade, e seu fracasso em reconhecer tais coisas em si. Este foi o tema predominante em todos os filmes de Kubrick, que sempre se reflete em contraste com a razão e o caos como tudo desmoronou.

Em três de seus filmes (Dr. Strangelove, Paths of Glory e Full Metal Jacket), a estrutura de mau funcionamento era superficialmente a mesma: um batalhão é condenado a atacar quando as probabilidades e a configuração da operação fosse contra ela; como tudo dá errado, o militar é obrigado a repensar suas próprias estratégias e ideais, sem sucesso. Eles anseiam pelo sucesso e estabilidade sem tirar as imperfeições e vulnerabilidade em conta.

É em ‘The Killing’ que seu propósito é melhor servido, como Johnny Clay (Sterling Hayden) pensa em um plano perfeito para roubar uma pista de corrida e fugir com quantias absurdas de dinheiro. Esse plano só pode ser executado caso todo mundo faça tudo de acordo com o protocolo e no tempo. Clay é pego em sua própria web por não considerar resultados alternativos e a possibilidade de que ele comprometeu o próprio plano, o resultado é desastroso.

O ponto alto do filme é o fato de que o fim inevitável da história não é tão importante quando colocado ao lado da imensa capacidade do filme para coordenar seus vários personagens, e desenhar o desenvolvimento dos erros pessoais de cada um.

É uma fresca, inovadora e emocionante mistura de sequências noir-like e convenções de filmes de assalto que continua ser um dos melhores em ambos os gêneros, inspirando inúmeros outros diretores com o seu tempo de mudança e diálogo inteligente, notoriamente o símbolo mestre do cinema não-linear, Quentin Tarantino.

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About Author

Lucas Pilatti Miranda

Criador do Canto dos Clássicos, fascinado por música, cinema e uma boa cerveja. "A vida passa rápido demais, se você não parar e olhar para ela de vez em quando, pode acabar perdendo." - Ferris Bueller's Day Off.

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