Boudu, Salvo das Águas – 1932 (Resenha)

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O diretor francês Jean Renoir é amplamente conhecido pelos clássicos “A Grande Ilusão” (1937) e “A Regra do Jogo” (1939). Mas poucos se lembram do seu primeiro grande sucesso: Boudu, Salvo das Águas (1932). Como em quase todos os seus filmes, o cineasta mistura drama com comédia de uma forma bem singela e, neste caso, bastante visível.

A partir da peça de René Fauchois, o filme mostra a história de Boudu (Michel Simon), um mendigo de Paris. O clímax chega logo no início do longa onde, após perder seu companheiro canino, se sente sozinho e resolve tirar a própria vida ao se jogar no rio Sena, ícone da capital francesa.

O bondoso senhor Edouard Lestingois (Charles Granval), vendedor de livros, assiste a cena e corre para salvar o barbudo e maltrapilho Boudu e sem pensar duas vezes o leva para sua casa. Dá comida e roupas novas, mas nada de receber um agradecimento, muito pelo contrário, Boudu começa fazer de todos seus empregados.

Ainda sem escrúpulo algum, resolve dar em cima da mulher e da empregada de seu salvador, causando um verdadeiro caos naquela casa. Entretanto, aos poucos vai se estabelecendo e se tornando parte daquela família.

Tudo isso acontece em meio as cenas cômicas e, dificilmente sentimos raiva do desajeitado mendigo. Renoir cria em Boudu algo que muito foi influenciado por Charles Chaplin na era de ouro da comédia e por isso nos sentimos muito próximos daquele sujeito.

O final do filme, tentando não trazer muito spoiler, acaba sendo bastante simbólico, uma vez que nos faz refletir sobre a natureza das coisas. Não necessariamente à natureza, mas talvez aos costumes e necessidades do ser humano, uma grande crítica à sociedade da época.

Filme assistido no 6º Olhar de Cinema de Curitiba, junho de 2017.

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6.9 Engraçadinho

Um dos primeiros grandes filmes do renomado diretor francês Jean Renoir. Para quem gosta das clássicas comédias de Charles Chaplin, é uma boa pedida. Filme leve e descontraído.

  • IMDb 7.5
  • Roteiro 7
  • Elenco 7
  • Fotografia 6
  • Trilha Sonora 7
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Sobre o Autor

Lucas Pilatti Miranda

Fundador e editor-chefe do Canto dos Clássicos, fascinado por música, cinema e uma boa cerveja. Frase preferida do cinema: "A vida passa rápido demais, se você não parar e olhar para ela de vez em quando, pode acabar perdendo." - Ferris Bueller's Day Off.